terça-feira, 8 de outubro de 2013

Módulo III- Fundamento do Turismo II


Visita Técnica a Empresa Monte Alegre

 

Ao quarto dia do mês de setembro deste ano, aconteceu a nossa segunda visita técnica que ocorreu na transportadora Monte Alegre.

 

Fomos recepcionados pelo gerente geral da empresa o Sr. Adilson, que foi o responsável pelo monitoramento da visita.

 

Trata se de uma empresa familiar fundada há mais de 60 anos. Iniciou suas atividades em Laranjal Paulista, cidade do interior do estado. De origem italiana, a família Benetton transferiu sua empresa para a cidade de Piracicaba - SP e iniciou com transporte coletivo, porém, por pouco tempo para não se interferir com a política local.

 

Após este período inicia- se com o transporte de funcionários para a Caterpillar do Brasil. Em 1972 recebe o nome de Agência Monte Alegre e se abre para o turismo rodoviário. Em 1992 ocorre a divisão: Transportadora e Agência Monte Alegre.

 

Hoje a empresa é referência no transporte rodoviário, trabalha em conjunto com outras empresas de turismo, entre elas, a CVC que é uma das mais conhecidas do ramo.

 

Recebeu em 2009a certificação Isso 14001 que é uma certificação ambiental reconhecida internacionalmente. Em maio deste ano foi eleita pela AVIESTUR que é uma feira de turismo a melhor transportadora do interior do estado de São Paulo.

 

A empresa conta com uma frota de 150 ônibus, sendo todos com chassi da Scania porque oferece assistência técnica permanente, as carrocerias são na maioria, da Marcopolo, mas também, da Comill e Buscar. Entre os modelos encontramos, micro-ônibus, leito, semi- leito, executivo, convencional, LD Low Drive, DD Double Deck.

 

Não se esquecendo da acessibilidade seus ônibus oferecem lugares específicos para idosos, portadores de necessidades especiais, deficientes visuais, porém, não oferece espaço próprio para cadeirante.

 

 

 

                                           Keli, Léa e Maria Emilia.




Um Momento Feliz




Ao final da visita técnica todos os integrantes do Curso Técnico de Guia de Turismo do Senac ano de 2.013.



Minutos antes da Visita


Portão de entrada  da empresa Monte Alegre.



Início da Visita


Aqui estamos sendo recepcionados pelo gerente geral da empresa o SR. Adilson.

Ainda com o Sr. Adilson, um pouco da história da empresa.





Funcionários da Empresa



Sr. João - Porteiro

    



Sr. Artur - Chefe de Tráfego














        

Conhecendo os ônibus



 Breve explanação sobre os 150 ônibus.


Aqui um ônibus convencional.

Adilson falando sobre painel eletrônico.
Parte superior do DD.


Certificação Internacional Iso 14001.

Visão Interna de carroceria Irizar.

Prof. José dando instruções de áudio em ônibus DD (Double Deck).




Pessoas Lindas,em frente aos Ônibus

Sr. Adilson tem emprego aqui?


Que Frio!!!!

Amigos do coração.



Só diretoria.



Pós Monte Alegre





Esticamos um pouquinho......

Keli e Léa.


Visita Técnica SESC:

 

 "Exposição Memórias e Imagens da Rua do Porto”

 

Aos vinte e oito dias do mês de agosto deste ano, aconteceu nossa primeira visita técnica à exposição “Memórias e Imagens da Rua do Porto”.

Sediada no SESC, unidade Piracicaba, teve programação de  8 de agosto à 1º de novembro de 2013, de terça a sexta feira das 13:00 ás 21:00 horas, sábados, domingos e feriados das 9:30 ás 18:00.

A exposição nasceu como resultado de uma pesquisa realizada para o Mestrado nos anos de 2002 e 2003 da piracicabana Caroline Paschoal Sotilo que, após sua apresentação, guardou seu trabalho até o ano de 2012, onde conheceu Anne Vidal, arquiteta responsável pelo projeto expo gráfico. Juntas fizeram a parceria e decidiram organizar uma exposição contando, também, com a presença do fotografo Ivan Feitosa, responsável pela identidade visual do projeto.

A mostra teve como objetivo contar e retratar a história da comunidade ribeirinha localizada na cidade de Piracicaba.

Para isso utilizou registros fotográficos, guardados e conservados, desde o início do século XX pelos moradores da Rua do Porto, assim também como relatos por eles descritos, móveis e objetos por eles utilizados como balanças, caixa de sapatos, redes de pescadores e canoas. Ela foi dividida em três partes principais:

·       1º parte: “A memória religiosa”: Festa do Divino Espírito Santo, promessas e procissões para Pirapora do Bom Jesus.

·       2º parte: “A memória do rio”: Pescaria, enchentes.

·       3º parte: “A memória cotidiana”: As casas, a Rua do Porto, os moradores, o engenho, a cultura do dia á dia.


Fomos recepcionados pelo senhor Adriano, que é o coordenador do setor da cultura e o responsável pelas exposições que ali sediam e, após á visita, tivemos um bate papo com to a turma esclarecendo todas as dúvidas. (Baseado em dados fornecidos pelo SESC Piracicaba).
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                                                                                    Keli e Léa.


INÍCIO DA EXPOSIÇÃO





Festa do Divino






O Rio Piracicaba








A Memória Cotidiana


 Vista da cidade de Piracicaba no início do século xx.
Relatos de moradores da Rua do Porto.
Aqui pequenas fotos do cotidiano.
Objeto de trabalho.
Paineis retratando a Rua do Porto.
Nhô João simbolo de festa em Piracicaba.



Toda turma













Módulo II- Fundamento do Turismo I

Código de Ética do Guia de Turismo

Formulado mais de dez anos antes do reconhecimento da profissão, o Código de Ética do Guia de Turismo foi, durante muito tempo, o único instrumento de regulamentação da categoria. Enumeramos a seguir alguns “mandamentos” fundamentais ali estabelecidos.

·       Não aja de má-fé com a empresa para a qual trabalha, com o público em geral ou com os seus companheiros de profissão;

·       Pratique a amizade como um fim e não como um meio;

·       Colabore com os colegas e proteja os interesses deles como se fossem seus;

·       Apresente-se sempre como um profissional sério e eficiente, constante portador da mensagem de paz e entendimento entre todos os povos;

·       Não teça comentários político-partidários, nem emita qualquer comentário desfavorável sobre pessoas ou locais, nem faça qualquer tipo de discriminação de raça, credo, religião, sexo ou costumes;

·       Respeite o meio ambiente e o patrimônio cultural e artístico, colaborando com a sua preservação;


·       Mantenha uma postura correta e um vocabulário adequado  ao   exercício da profissão de guia de turismo.


 Código de Ética Mundial de Turismo

Em uma assembléia geral realizada entre setembro e outubro de 1.999, a WTO/OMT – Organização Mundial do Turismo elaborou um “Código de Ética Mundial de Turismo”. Contendo dez artigos nos quais expõe os direitos e deveres dos governos, dos operadores de viagem, dos planificadores de turismo, das agências de viagem, dos empregados de turismo e dos turistas.

Artigo 1. Contribuição para a compreensão e o respeito mútuos entre homens e sociedades:
Os agentes do desenvolvimento turístico e os próprios turistas deverão respeitar as tradições e práticas sociais e culturais de todos os povos, incluindo as minorias nacionais e as populações autóctones, e reconhecer as suas riquezas;
As atividades turísticas se realizarão em harmonia com as peculiaridades e tradições das regiões e dos países receptores, respeitando as suas leis e costumes;
Tanto as comunidades receptoras quanto os agentes profissionais locais terão que aprender a reconhecer e respeitar os turistas que os visitam, informar-se sobre a sua forma de vida, seus gostos e suas expectativas;
Em seus deslocamentos, os turistas e visitantes deverão evitar todo o ato criminoso ou considerado delinqüente pelas leis do país que visitam, bem como qualquer comportamento que possa chocar a população local, ou ainda, danificar o entorno do lugar;
Os turistas e visitantes têm a responsabilidade de se informar, desde a sua partida, sobre as características do país que se dispõe a visitar.


Artigo 2. O turismo, instrumento de desenvolvimento pessoal e coletivo:
As atividades turísticas deverão respeitar a igualdade entre homens e mulheres. Da mesma forma, deverão ser promovidos os direitos humanos e, em particular, os direitos específicos dos grupos populacionais mais vulneráveis, especialmente crianças, idoso, deficientes, minorias étnicas e povos autóctones;
A exploração de seres humanos, em qualquer de suas formas, principalmente a sexual, e em particular quando afeta as crianças, fere os objetivos fundamentais do turismo e estabelece uma negação de sua essência.


Artigo 3. O turismo, fator de desenvolvimento sustentável:
Todos os argumentos de desenvolvimento turístico têm o dever de proteger o meio ambiente e os recursos naturais;
As atividades turísticas deverão ser programadas de forma a proteger o patrimônio natural que constituem os ecossistemas e a diversidade biológica, desenvolvimento turístico, e em particular os profissionais do setor, devem admitir que se imponham limites ás suas atividades quando as mesmas sejam exercidas em espaços particularmente vulneráveis;
Turismo de natureza e o ecoturismo serão reconhecidos como formas de turismo particularmente enriquecedoras e valorizadas, sempre que respeitem o patrimônio natural e a população local e se ajustem à capacidade de carga dos lugares turísticos.


Artigo 4. O turismo, fator de aproveitamento e enriquecimento do patrimônio cultural da humanidade
A atividade turística se organizará de modo que permita a sobrevivência e o progresso da produção cultural e artesanal tradicional, assim como do folclore, e que não induza à sua normatização e empobrecimento.


Artigo 5. O turismo, atividade benéfica para os países e as comunidades de destino:
As políticas turísticas se organizarão de maneira que contribuam com a melhora do nível de vida da população das regiões visitadas, correspondendo às suas necessidades.


Artigo 6. Obrigações dos agentes do desenvolvimento turísticos:
Os agentes e profissionais de turismo têm a obrigação de fornecer aos turistas uma informação objetiva e autêntica sobre os lugares de destino e sobre as condições de viagem, recepção e estadia. Além disso, manterão com absoluta transparência as cláusulas dos contratos que proponham aos seus clientes no que diz respeito à natureza, ao preço e à qualidade dos serviços, estipulando compensações financeiras no caso da ruptura unilateral dos contratos pela não prestação de serviços contratados;
No que deles depende, e em cooperação com as autoridades públicas, os profissionais de turismo terão que se preocupar com a segurança, a prevenção de acidentes, e as condições sanitárias e de higiene dos alimentos daqueles quem buscam os seus serviços;
Quando deles depender, os profissionais de turismo contribuirão para o pleno desenvolvimento cultural e espiritual dos turistas, e permitirão o exercício de suas práticas religiosas durante os deslocamentos.


Artigo 7. Direito ao Turismo:
A possibilidade de acesso direto e pessoal à descoberta das riquezas de nosso mundo constitui um direito de todos os habitantes do planeta.


Artigo 8. Liberdade de deslocamento turístico:
De acordo com o direito internacional e as leis nacionais, os turistas e visitantes se beneficiarão da liberdade de circular de um país a outro, de acordo com o artigo 13 da Declaração Universal dos Direitos Humanos;
Os turistas e visitantes gozarão dos mesmos direitos que os cidadãos do país que visitam no que diz respeito ao caráter confidencial dos seus dados pessoais, particularmente quando essa informação for cadastrada em meio eletrônico.


Artigo 9. Direito dos trabalhadores e dos empresários do setor turístico:
Serão garantidos os direitos fundamentais dos trabalhadores assalariados e autônomos do setor turístico e das atividades afins, levando em consideração a limitação específica vinculada à sazonalidade da sua atividade, a diminuição global do seu setor e a flexibilidade que costumam impor a natureza do seu trabalho;
Os trabalhadores assalariados e autônomos do setor turístico e de atividades ligadas ao setor têm o direito e o dever de adquirir uma formação inicial e contínua adequada. Terão assegurada uma proteção social suficiente, dando-lhes condições adequadas de trabalho.


Artigo 10. Aplicação dos princípios do código de ética mundial de turismo:
Os agentes públicos e privados do desenvolvimento turístico cooperarão na aplicação dos presentes princípios e controlarão a sua prática efetiva.


Fonte: Um Guia para o Guia - Turismo no Brasil / SENAC




Entrevista com Profissional


Entrevistada: Sandra Moda


Sandra Moda é minha amiga e colega de trabalho. Moradora da cidade de Piracicaba é uma das guias mais conhecidas do município, trabalha na Empresa Monte alegre e no SESC.

Entrevistando pela Janela








1- Quando foi que você decidiu ser guia de turismo?
R: "Decidi porque minha família sempre organizava excursão, e comecei ajudando à servir  um bordo hoje, outro amanhã, daí nasceu a paixão".

2- Em que segmento você atua?
R: "Trabalho com turismo pedagógico, cultural, enfim só não com atrativos naturais".

3- E qual sua especialização?
R: "Sou guia Nacional e América do sul".

4- Qual o perfil ideal de um bom guia?
R: "É necessário ter muita paciência, jogo de cintura. E alguns dons pessoais como ser comunicativa e amar a profissão".

5- Em sua opinião, qual é o maior erro (pecado capital) que ao longo da sua carreira você já viu um guia cometer?
R: "A má vestimenta, ou seja, não estar com a vestimenta adequada para o trabalho que vai desenvolver. E o modo de se portar".

6- Há quanto tempo você atua nesta profissão?
R: "No turismo vinte e cinco anos, porém credenciada há dez anos".

7- Quais os desafios que você encontra nesta profissão?
R: "Ás vezes, trabalhar doente, inclusive já trabalhei com o pé trincado".

8- Fale sobre um acontecimento marcante que aconteceu durante estes vinte e cinco anos de carreira?
R: "Um passageiro cego, me conhecia pelos meus passos e pelo meu perfume. Eu ia chegando perto dele e ele já me chamava pelo nome, mesmo quando estava sem perfume".


Entrevista realizada dia 15/05/13 por Helena e Keli.