segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Módulo IV- Turismo Regional

Aspectos Históricos do Estado de São Paulo


I- São Paulo no Período Colonial

(1.500-1.822)

  De 22 de abril de 1.500, quando a esquadra comandada por Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, até a Proclamação da Independência, em sete de setembro de 1.822, nosso país era considerado colônia portuguesa.A região de São Paulo durante o período colonial não teve destaque econômico, pois, este era exclusivo na região nordestina açucareira. Enquanto isto se dedicou à catequese indígena e ganha destaque com o movimento das Entradas e Bandeiras, cujo resultado maior foi à formação da "Cultura Caipira".

Proposta: Pesquisa de uma música sertaneja que nos retrate à memória do país em seu período colonial.

Objetivo: Resgate da história nacional através da música.

Fonte: Keli e Léa.



Música: Encanto da Natureza




Tu que não tiveste a felicidade
Deixa a cidade e vem conhecer
Meu sertão querido, meu reino encantado
Meu berço adorado que me viu nascer
Venha mais de pressa, não fique pensando
Estou te esperando para te mostrar

Vou mostrar os lindos rios de águas claras
E as belezas raras do nosso luar
Quando a lua nasce por detrás da mata
Fica cor de prata a imensidão
Então fico horas e horas olhando
A lua banhando lá no ribeirão

Muitos não se importam com este luar
Nem lembram de olhar o luar na serra
Mas estes não vivem, são seres humanos
Que estão vegetando em cima da terra

Quando a lua esconde logo rompe a aurora
Vou dizer agora do amanhecer
Raios vermelhados riscam o horizonte
O sol lá no monte começa a nascer
Lá na mata canta toda a passarada
E lá na paiada pia o chororó
O reio do terreiro abre a garganta
Bate a asa e canta em cima do paiol

Quando o sol esquenta, cantam cigarras
Em grande algazarra na beira da estrada
Lindas borboletas de variadas cores
Vem beijar as flores já desabrochadas
Este pedacinho de chão encantado
Foi abençoado por nosso senhor
Que nunca nos deixe faltar no sertão
Saúde união à paz e o amor

 

Compositores: Luís de Castro e Tião Carreiro

Cantores: Lourenço e Lourival




Biografia de Lourenço e Lourival




Arlindo Cassol, o Lourenço - Ribeirão Preto, SP-1937 
Antônio Cassol, o Lourival - Ribeirão Preto, SP-1939 


Nascidos na região de Ribeirão Preto, os irmãos Arlindo (Lourenço) e Antônio (Lourival) tiveram uma infância humilde. Filhos de lavradores trabalharam na lavoura desde pequenos, mas já sonhavam com a vida artística. Nas horas vagas, a imaginação transformava as enxadas em violas e latinhas velhas em microfones.


Aos 14 anos começaram a cantar na Rádio 79, em Ribeirão Preto, no programa "Festinha na Roça" do Compadre Barbosa, componente da dupla Barreiro e Barroso.

Aos 15 anos mudaram-se para São Paulo, onde começaram a 
trabalhar na Rádio América. Foram contratados pela gravadora Continental, ainda com o selo Chantecler, onde gravaram 2 discos de 78 rotações e posteriormente seu 1º LP.

Pouco tempo depois foram para a Rádio Bandeirantes, no programa Serra da Mantiqueira e, logo após, para a Rádio Nacional, onde tiveram como companheiros de trabalho nomes como Tião Carreiro e Pardinho, Abel e Caim, Zé Fortuna, entre outros.

Em 74 foram trabalhar no programa Linha Sertaneja Classe A, na Rádio Record, juntamente com Zé Bétio e José Russo, onde permaneceram durante 16 anos. Lá receberam o título carinhoso de "as vozes de cristal".

Lançaram mais 30 LPs pela gravadora Chantecler, trabalhos remasterizados e disponíveis atualmente em CDs, e 15 títulos pela gravadora RGE.

Contratados desde 2004 pela Gravadora Alegreto, já lançaram mais 3 CDs e alguns DVDs em parceria com outras duplas. O projeto do 1° DVD da dupla já está em andamento e em breve os fãs poderão conferir este novo trabalho.

Queridos e respeitados pelos fãs de todo Brasil e até do exterior, como Estados Unidos, Japão e MERCOSUL, não param de viajar, mantendo viva a verdadeira música raiz brasileira.

O pouco tempo livre da dupla é dedicado às suas famílias e outras atividades paralelas em sua cidade natal, onde fazem questão de permanecer cultivando suas raízes. Como reconhecimento destes trabalhos foi presenteado em 1997 com o título de "Cidadãos Ribeirão-pretanos".

A humildade e simpatia são marcas registradas destes irmãos, que fazem questão de receber seus fãs e amigos, conquistados ao longo destes 45 anos de muito trabalho.


Fonte: http://www.lourencoelourival.com.br/


Comentário: Escolhi esta música porque dentre todas as outras apresentadas foi a que menos tinha contras..


Prós: Contemplação da natureza

Contra: Período Posterior

Fonte: Keli e Léa

 


II- São Paulo no Período Imperial

(1.822- 1.889)


Neste período teve destaque por sua produção cafeeira. A princípio na região do Vale do Paraíba, deslocando-se no ano 1.860 para a região do Oeste Paulista com a terra roxa mais apropriada para o plantio. Ocorreu também a substituição da mão de obra escrava pelo trabalho dos imigrantes italianos.
Os italianos trouxeram com eles alguns ingredientes de sua cultura como: os embutidos, queijo, vinho, hortaliças e frutas além do fubá que era encontrado por aqui.

Proposta: Pesquisa de uma receita da culinária italiana trazida pelos imigrantes

Fonte: Keli e Léa



Polenta com molho de calabresa





Ingredientes:

 Polenta:
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 cebola média picada
1 ½ litro de água fervente
500 g de fubá de milho

Molho:
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 dentes de alho amassados
1 ½ xícara (chá) de lingüiça tipo calabresa defumada picada
3 xícaras (chá) de molho de tomate
½ xícara (chá) de salsinha picada
Azeite de oliva para untar o refratário

 Modo de Preparo
 Em uma panela, aqueça o azeite e refogue a cebola.
Acrescente o caldo de costela dissolvido na água fervente, o fubá aos poucos e, mexendo sempre, deixe apurar por cerca de 10 minutos no fogo médio.
Despeje-o em um refratário untado. Reserve. Prepare o recheio.
Aqueça o azeite em outra panela e doure o alho. Acrescente a lingüiça e frite-a.
Em seguida, junte o molho, o sal, a pimenta-do-reino e deixe apurar por cerca de 10 minutos. Por fim, acrescente e misture a salsinha. Despeje sobre a polenta.
                                            Fonte:http://receitas.eduguedes.com.br/polenta-com-molho-de-calabresa





III - São Paulo no Período Republicano
(1.889 à Atual)
  


                    Motivos da Proclamação da Republica


Neste período D. Pedro II era o imperador do Brasil, o sistema monárquico já não atendia os interesses dos principais grupos sociais da época. Estes deixaram de apoiar D. Pedro cada qual por um motivo:

·         A Igreja Católicaporque D. Pedro começou a exigir que para nomear bispo tivesse que passar por ele.


·         A Elite Cafeeira: tanto os fazendeiros escravocratas quanto os do Oeste Paulista estavam desgastados porque aconteceu a abolição e nenhum deles foi reembolsado, perderam muito dinheiro com isso.


·         O Exércitodepois da Guerra do Paraguai ficaram revoltados que não receberam nem mesmo reconhecimento.

Fonte: Keli e Léa




O fim do Império já estava selado quando foi declarada a Abolição da Escravidão em 1888. A perda de apoio das elites conservadoras, agravada pelas fricções do imperador com a Igreja, na chamada "Questão religiosa", e a crise no Exército após a guerra do Paraguai, origem da "Questão militar", determinariam a queda de Dom Pedro II.

Assim, ele seria deposto por um movimento militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca em 1889. Teve início então o Primeiro Período Republicano no Brasil. Até 1930, a República é controlada pelas oligarquias agrárias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 A importância econômica do café produzido em São Paulo e do gado de Minas Gerais sustenta a  "política do café-com-leite", em que paulistas e mineiros se alternam na presidência da República. Na verdade, São Paulo apenas mantinha o poder que conquistara com a consolidação das novas bases econômicas do país nas últimas décadas do Império.

A ferrovia puxava a expansão da cafeicultura, atraía imigrantes e permitia a colonização de novas áreas, enquanto nas cidades a industrialização avançava, criava novos contornos urbanos e abria espaço para novas classes sociais, o operariado e a classe média (Primeiro Processo Industrial  - 1914/1918 - surge a necessidade de o Brasil investir na indústria como, tecidos, cerâmica, móveis e roupas para atender o mercado consumidor interno). 

Mais próspero do que nunca, e agora um Estado de verdade dentro da Federação, São Paulo via surgir a cada dia uma novidade diferente: a eletricidade substituía o lampião a gás; chegavam os primeiros carros (o primeiro de todos pertenceu ao pai de Santo Dumont, em 1891); cresciam as linhas de bondes elétricos; construíam-se nas capitais grandes obras urbanas, entre elas, o Viaduto do Chá e a Avenida Paulista (que teve origem com os Barões do Café).

Fonte: Pesquisa baseada no "Portal do Governo do Estado de São Paulo



Viaduto do Chá













Avenida Paulista

Semana de Arte Moderna
Em 1922 ocorre a Semana de Arte Moderna, em São Paulo, com o objetivo de renovar a concepção da cultura brasileira


Indústrias Têxteis



Indústria Automobilística





Nesse período da Primeira República, a aristocracia cafeeira paulista vive o seu apogeu. Mas a Revolução de 1930 coloca fim à liderança da oligarquia cafeeira, trazendo para o primeiro plano os Estados menores da Federação, sob a liderança do Rio Grande do Sul de Getúlio Vargas.

As oligarquias paulistas ainda promovem, contra o movimento de 1930, a Revolução Constitucionalista em 1932, mas são derrotadas, apesar da pujança econômica demonstrada pelo Estado de São Paulo. A singularidade desse período está na forma intensa com que tudo se multiplica, desde a imigração, que no campo sustenta a cafeicultura, até o desenvolvimento das cidades, que levam São Paulo a perder suas feições de província e tornar-se a economia mais dinâmica do país. 

Todo o Estado paulista se transforma. Santos, Jundiaí, Itu, Campinas e diversas outras vilas passam a conviver com o apito das fábricas e com uma nova classe operária. As greves e as "badernas de rua" tornam-se assunto cotidiano dos boletins policiais, ao mesmo tempo em que começa a saltar aos olhos a precariedade da infra-estrutura urbana, exigida pela industrialização.

Um dos graves problemas passou a ser a geração de energia, centro de atenção das autoridades estaduais. Já em 1900, fora inaugurada a Light, empresa canadense e principal responsável pelo setor em São Paulo até 1970. O Estado passou a ter uma significativa capacidade de geração de energia, o que foi decisivo para o grande desenvolvimento industrial verificado entre 1930 e 1940.

Nessa nova conjuntura, mais de uma dezena de pequenas hidrelétricas começaram a ser construídas, principalmente com capital estrangeiro. Em 1930, os trilhos de suas ferrovias chegavam às proximidades do rio Paraná e a colonização ocupava mais de um terço do Estado.

As cidades se multiplicavam. Socialmente, o Estado, com seus mais de um milhão de imigrantes, tornou-se uma torre de Babel, profundamente marcado pelas diferentes culturas trazidas de mais de 60 países. Mas na última década da República Velha, o modelo econômico e político que sustentava o predomínio de São Paulo mostravam seu esgotamento.

Após a Revolução de 1930, o país viveu um período de instabilidade que favoreceu a instalação da ditadura de Getúlio Vargas, período de oito anos que terminou juntamente com a Segunda Guerra Mundial, que abriu um período de redemocratização e a instalação da chamada Segunda República (Segundo Processo Industrial-década de 40).

Entretanto, no plano econômico, o café superou a crise por que passou no início da década de 1930 e foi estimulado por bons preços durante a guerra, favorecendo a recuperação de São Paulo. Mas, agora, era a vez da indústria despontar, impulsionada, entre outros motivos, pelos capitais deslocados da lavoura.

 Logo, outro grande salto seria dado, com a chegada da indústria automobilística (Terceiro Processo Industrial) em São Paulo, carro-chefe da economia nacional desde a década de 1950. A partir daí, o Estado paulista se transformou no maior parque industrial do país, posição que continuou a manter, apesar das transformações econômicas e políticas vividas pelo Brasil.

O desenvolvimento da região favoreceu o êxodo rural e a migração no país, porém, a urbanização aconteceu com um crescimento desordenado. 





Imigração




Urbanização

Fonte: Pesquisa baseada no "Portal do Governo do Estado de São Paulo






IV- Roteiros Históricos Relacionados aos  Períodos Colonial e Imperial


Pátio do Colégio



 Bem no centro da metrópole, o Pateo do Collegio sobrevive em meio aos arranhacéus, bancos e indústrias que abrigam a capital.
Com quase 450 anos de muita história pra contar, o Pateo é sede de diversos eventos, casamentos, além de abrigar o museu, a cripta de José de Anchieta, a igreja no local onde foi realizada a primeira missa da cidade, a biblioteca temática,e abriga ainda diversos projetos sociais, como o Centro Loyola, o projeto OCA e o projeto EMBU.




Monumento ás Bandeiras




O Monumento às Bandeiras representa os bandeirantes, expondo suas diversas etnias e o esforço para desbravar o país. Além de portugueses (barbados), vemos na obra negros, mamelucos e índios (com cruzes no pescoço), puxando uma canoa de monções, utilizadas nas expedições fluviais.
A obra foi executada por Victor Brecheret na praça Armando Salles de Oliveira, em frente ao Palácio Nove de Julho, sede da Assembléia Legislativa e ao Parque do Ibirapuera.
A escultura foi encomendada pelo governo de São Paulo em 1921 e tem 240 blocos de granito, cada um pesando 50 toneladas, com cinquenta metros de comprimento e dezesseis de altura, foi inaugurada em 1954, juntamente com o Parque do Ibirapuera para as comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo.
O monumento também é conhecido pela população como Empurra-empurra ou Deixa-Que-Eu-Empurro, que segundo a divisão de preservação da prefeitura, refere-se ao fato da embarcação nunca sair do lugar, a despeito do contingente que supostamente a puxa. A “resposta” estaria no fato de que as figuras à frente da comitiva não estariam, realmente, tentando mover a canoa, pois as correias estão visivelmente frouxas. A única figura que realmente estaria esforçando-se é a última, a empurrar o barco.


Casa do Povoador



Localizada na Rua do Porto às margem do rio, é considerada uma das primeiras casas construídas na época do povoamento, sendo considerada a residência de um dos primeiros povoadores de Piracicaba, o Capitão Antonio Corrêa Barbosa. Tombada como patrimônio histórico do Estado e do município, abriga hoje um centro cultural onde são realizadas exposições, mostras e oficinas de arte.
 Horário para visitação de segunda a sexta das 8hs às 12hs e das 13h às 17h. Aos sábados e domingos nos horários de exposição. Endereço: Av. Beira Rio, 800. Telefone: (19) 3434 8605.




Virado à Paulista


O prato, cuja receita foi documentada pela primeira vez em 1602, surgiu com os primeiros bandeirantes. Em suas viagens, era preciso um alimento que fosse facilmente transportável e pudesse ser consumido no dia seguinte, frio. A receita original continha apenas uma pasta de feijão, farinha de milho e pedaços de toucinho. "Não havia talheres, comia-se com as mãos", conta Sergio de Paula Santos, no livro Memórias de Adega e Cozinha, a ser lançado em maio pela Editora Senac.
 Sua origem está muito ligada à história do estado. Esta era a comida levada nas viagens dos bandeirantes e viajantes interior adentro, no século 17.
No farnel, acomodavam lado a lado, feijões e farinha que levavam no lombo do cavalo. O balanço do galope acabava por misturar todos os ingredientes. 
Foi daí que surgiu o nome “virado”.Essa mistura de feijão com farinha, já conhecida da população indígena, era acompanhada de carne de porco em banha trazida na bagagem. “Porcos selvagens eram abundantes na São Paulo colonial”, conta o professor e historiador Ricardo Maranhão, coordenador do Centro de Pesquisas em Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi (SP).
A banana era encontrada no caminho pelos bandeirantes. Quando perto das vilas, acrescentavam ao prato ovo e couve, itens típicos de refeições portuguesas. Comiam com a mão e esta podia ser a única refeição do dia.









Museu do Ipiranga




Atualmente fechado para visitação, o Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, surgiu como uma forma de homenagear a independência do Brasil no local da proclamação, às margens do rio Ipiranga, surgiu em 1884.
Atualmente o museu é um dos ícones da cidade e sua importância é marcada tanto pela imponência do prédio e de suas instalações quanto pela grande parte da história do Brasil que abrange. Conta com um acervo de mais de 125 mil peças, entre mobiliários, trajes e utensílios que pertenceram a figuras da história brasileira como bandeirantes, imperadores e barões paulistas do café.
 Há ainda coleções de armas brancas, peças da Revolução Constitucionalista de 1932 e uma sala reservada à Santos Dumont, pioneiro da aviação, com maquetes de seus aparelhos e objetos de uso pessoal. Além disso, as instalações do museu abrigam uma biblioteca com cem mil volumes, um Centro de Documentação Histórica com 40 mil manuscritos e laboratórios de conservação e restauração de peças e documentos.
 Ao redor do prédio, um grande e belíssimo jardim é utilizado como recanto para os românticos, usado para os exercícios de quem gosta de ginástica ou para recreação das crianças.
 O espaço também promove cursos, seminários e outros eventos, bem como presta serviços à comunidade, atendendo instituições, pesquisadores, professores, estudantes e público em geral.
 Um sinal do amor do paulistano para com a área é a interferência e medida de proteção ao museu. Fundada em 1º de setembro de 1995, a Sociedade Amigos do Museu Paulista (Sampa) é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, destinada a promover o desenvolvimento e o aprimoramento das atividades do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, bem como contribuir nas áreas de pesquisa, publicações, curadoria e atendimento ao público. A extensão de ações junto à população é uma de suas principais metas.






Estação da Luz





Aberta ao público em 1º de março de 1901, a Estação da Luz ocupa 7,5 mil m² do Jardim da Luz, onde se encontram as estruturas trazidas da Inglaterra que copiam o Big Ben e a abadia de Westminter. Não houve inauguração, já que o tráfego foi sendo deslocado aos poucos, mas não demorou muito para que o novo marco da cidade fosse considerado uma sala de visitas de São Paulo. Todas as personalidades ilustres que tinham a capital como destino eram obrigadas a desembarcar no local. Empresários, intelectuais, políticos, diplomatas e reis foram recepcionados em seu saguão e por lá passavam ao se despedirem.
A estação tornou-se porta de entrada também para imigrantes, promovendo a pequena vila de tropeiros a uma importante metrópole. Esta importância, concedida à São Paulo Railway Station, como era oficialmente conhecida, durou até o fim da Segunda Guerra Mundial. Após este período, o transporte ferroviário foi sendo substituído por aviões, ônibus e carros, muito mais rápidos que os trens.
Em 1946, o prédio da Luz foi parcialmente destruído por um incêndio. A reconstrução da estação foi bancada pelo governo e se estendeu até 1951, quando foi reinaugurada. Ela ainda passou por outras reformas e restaurações. Já em 1982 o complexo arquitetônico da Estação da Luz foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (Condephaat).






Festa da Polenta em Santa Olímpia


Todos os anos, o Bairro Santa Olímpia promove a tradicional Festa da Polenta, que comemora a imigração trentina para a cidade de Piracicaba. Iniciada em 1992 para festejar o centenário da imigração trentina à Piracicaba, a festa foi repetida em 1993 e somente em 1999 teve sua terceira edição, na comemoração do novo salão paroquial. Com auxílio da prefeitura municipal de Piracicaba, a festa continuou anualmente e torna-se cada vez mais popular, principalmente pela pela alegria que contagia a todos os seus participantes.
Com o reconhecimento da Prefeitura Municipal de Piracicaba, esta fez com que a animada festa tirolesa entrasse no calendário oficial das festas culturais da cidade. Muitos dos visitantes e turistas de várias partes do Brasil participam da festa com o objetivo de apreciar a cultura trentino-tirolesa do bairro. Assim, a Festa da Polenta propicia, através das apresentações de corais e danças folclóricas do próprio bairro, um final de semana muito animado para seus visitantes.
Além de visitar a festa, é possível conhecer mais sobre a história de Santa Olímpia, através do Centro Histórico-Cultural e dos monumentos e obras existentes no bairro (igreja histórica, via sacra, gruta, etc). Também são realizados a eleição e o desfile da Rainha e Embaixatriz da Festa da Polenta.
A grandiosa festa, que reúne cerca de 15 mil pessoas, conta com várias atrações gastronômicas. Preparada pelas mammas e nonas do bairro, a polenta concrauti (polenta acompanhada de chucrute, speck e lingüiça), é a especialidade da festa e são vendidas milhares.
Também são encontrados demais pratos tradicionais da cozinha trentina/tirolesa, como canederle ou knödel (nhoques de pão com lingüiça e especiarias, servidos em uma sopa de frango), a polenta con cuccagna (fritada de ovos com tomates, lingüiça, bacon e queijo) o strangola pretti (nhoques verdes), polenta frita, salsichão, os deliciosos gròstoi (pasteiszinhos doces), entre outros pratos típicos; também são servidas porções. Todas as especialidades podem ser acompanhadas por boa cerveja, mas os destaques vão para os ótimos vinhos tintos, vinho de laranja e a grappa (destilado da casca da uva), todos de fabricação local.
Além disso, no porão da casa sede, é montada uma aconchegante cafeteria trentina na qual são servidos vários tipos de bebidas quentes, como cappuccino, chocolate quente e café expresso além de alguns tipos de chás. Para acompanhar as bebidas, as moradoras do bairro preparam pães e bolos caseiros. Cada ano, um grupo musical encanta os visitantes da cafeteria tornando o ambiente muito mais agradável.
Sempre realizada no último final de semana do mês de Julho, a Festa da Polenta esquenta o frio do inverno e anualmente tem atraído maior número de visitantes. Muitos descendentes trentinos de outros estados também visitam com freqüência a animada festa tirolesa. Com muita animação, musica típica, boa comida, danças folclóricas e a famosa hospitalidade trentina, a festa é a maior atração do Bairro Santa Olímpia e uma das maiores da cidade de Piracicaba.


Bairro da Liberdade



O bairro da Liberdade é um distrito da região central da cidade de São Paulo e é o maior reduto da comunidade japonesa na cidade.
A influência cultural pode ser sentida nas ruas de luminárias tipicamente orientais e nas feiras temáticas que acontecem periodicamente. Lá encontram-se diversos artigos típicos da cultura oriental e japonesa o que o torna um local atraente para compras.
No bairro da Liberdade há uma concentração de restaurante japonês, restaurante chinês, lojas de presentes, lojas de edredon (futon), panela de arroz japonês, cosméticos importados, karaokê, agência de empregos no Japão entre muitas outras coisas.
Todos os domingos é realizado a tradicional Feira do Bairro da Liberdade na Praça da Liberdade e rua Galvão Bueno.